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A raíz

Choros do cano de uma G3…
No quintal, a lapide bem esculpida.
Gastou-se o salário de mais de um mês
Para se preparar esta despedida

Todo mundo em passo lento,
Numa triste e grande parada
contra o trânsito e contra o vento
Acompanharam este nosso camarada

E um colega já meio embriagado,
Conta sua histórias de tempo de soldado
E diz estar extremamente contente,
“Meu irmão morreu, num país independente”

Mais sorte teve dos que no mato tombaram
Pelo sonho de ser dono do próprio país
e de punho cerrado eles a vitória alcançaram

Não nos esqueçamos que a arvore cai sem a raiz,
Não nos esqueçamos de quem libertou o país

Rui Pinto

(Adaptação de um poema escrito em Maputo,título original FALENTIL)

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Queimado Queimado,
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ROSELY FORGANES
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