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Queimado Queimado, mas Agora Nosso!
ROSELY FORGANES Editora: Labortexto
ISBN: 8587917080
Ano: 2002
Edição: 1
Número de páginas: 507
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Acompanhamento: CD (s) |
Comentários
É um registro fantástico
de um momento histórico, um livro que certamente ficará
para a sempre na estante dos clássicos do Timor Leste. Tudo
isso numa linguagem clara, que faz o leitor praticamente esquecer
que o livro tem mais de 500 páginas. O livro de Rosely é
precioso porque conta a trajetória de homens e mulheres e
crianças que participaram da reconstrução.
O Estado de São Paulo - HAROLDO CERAVOLO
SEREZA
Livros como o Rosely Forganes
deveriam ser leitura obrigatória em escolas de jornalismo.
Ricardo Bonalume Neto - Folha de São
Paulo
Apesar do tema árido,
Rosely traça um rico painel da ex-colônia portuguesa,
narrando com emoção e até com pitadas de humor
histórias ora dramáticas, ora comoventes, revelando
um povo peculiar e muito persistente.
Isto É
Rosely foi o Euclides da Cunha
do Timor.
Radio Senado, Margarida Patriota, programa
Autores e Livros
Rosely esteve no Timor Leste
quatro vezes depois de 1999. Viu a destruição de perto
e, "sem coragem de dar às costas", quis voltar
para acompanhar a reconstrução do país. Fez
centenas de entrevistas, costurando habilmente os depoimentos de
políticos, habitantes, militares, educadores, missionários,
religiosos.
Vera Fiori - Suplemento Feminino - O Estado
de São Paulo
Escritos sempre na primeira
pessoa do singular, os depoimentos são vivos, como se tudo
estivesse acontecendo no momento da leitura. Esta dinâmica
faz "prender" o leitor, que se emociona com a obra.
Carla Mendes Agencia Lusa
Como diz o "Manual da
Redação" da Folha, "o jornalista precisa
encarar o fato com distanciamento e frieza, o que não significa
apatia nem desinteresse". Essas palavras vêm a calhar
para descrever o livro de Rosely Forganes sobre Timor Leste. Pois
foi justamente o seu interesse, ou melhor, sua paixão pelo
mais novo país do planeta que fez ela voltar mais de uma
vez ali.
Folha de São Paulo
Uma das principais responsáveis
pelo crescente interesse tupiniquim por aquele pequeno e longínquo
país de língua portuguesa é a jornalista Rosely
Forganes, autora de várias reportagens de regiões
conflagradas, como Mianmar (ex-Birmânia), Camboja, Tibete,
China e Índia. Claudio Camargo
– Isto É
Há livros que não
apetece largar, antes de chegar ao fim. O de Rosely Forganes enquadra-se
perfeitamente dentro desse grupo restrito! 500pags? Quando vêm
as próximas 500??? Rosely revela-nos os personagens tal qual
como são, transmite-nos a forma de pensar e agir dos próprios
timorenses! Desde o Timor de Lés a Lés, do saudoso
Pinto Correia, que não lia uma descrição tão
profunda do Timor real. E ele teve a vantagem de lá estar
vários anos, de entre a 2ª metade da década de
20 e de lá saiu em meados dos anos 30, deixando um trabalho
fabuloso em Baucau. Agora há a juntar o Queimado, Queimado...
Henrique Correa Braga, jornalista e pesquisador,
Lisboa
O livro é quase um manual
para estudantes de jornalismo. Acho que já devia vir até
com um certificado. Eu já me sinto quase apto a fazer algo
parecido, de tanto que aprendi. Rosely sempre tem uma história
divertida para contar. Mas não é a diversão
sarcástica, que faz do outro motivo de riso. Rosely ri com
o outro. Encontra, até no relato doído e pesado de
quem perdeu tudo, motivo para fazer, com o outro, a vida mostrar
suas graças. E não há graça maior do
que rir de si mesmo. Um Indiana Jones de sandalinhas, diz ela sobre
seu visual. E o relato sobre o dia-a-dia dos jornalistas de guerra,
então. Tem até espião infiltrado, um agente
86 que pensa que engana os "colegas" fingindo-se passar
por jornalista, mas que nunca escreve nada. Olha, chega a dar vontade
de entrar para esta turma.
Daniel Simião- Antropólogo, Dili,
Timor Leste
Em 507 páginas, a jornalista
permite que o leitor mergulhe de cabeça em uma história
que começa em Paris, cidade de onde decidiu cobrir o conflito.
a jornalista conta, com riqueza detalhes, todas as dificuldades
por que passa um correspondente de guerra. Seu texto possibilita
entender como tomou cada decisão, geralmente difícil,
para reportar os fatos.
Site Comunique-se - Natalie Lima
Leitura, não; uma viagem
existencial às entranhas da destruição e reconstrução
de um país. Volto extenuado porque sua narração,
aparentemente objetiva e jornalística, mal esconde o envolvimento
pessoal e humanístico que a moveu na direção
de tantas terras e gentes, de tantos conflitos e sofrimentos, em
busca sobretudo da liberdade. E uma viagem assim nos cansa o espírito,
nos arranca do conforto do sofá da sala e nos lança
em meio a privações, medo, perigos.
J. Carino, professor da UERJ
O livro de Rosely não
pretende ser um compêndio de História, mas sim o montar
de várias estórias, que nos dão um manancial
de informação através de uma escrita arrebatadora.
Ela sabe como "agarrar" o leitor, nos lança numa
correria por todo o Timor, nos vários períodos em
que lá esteve, desvendando-nos coisas que, mesmo a quem por
lá andou, passaram despercebidas. E tem uma perspicácia
enorme, sabe na hora o que é importante e o que é
acessório, mas depois, na escrita, sabe doseá-la com
todos esses ingredientes, dando-nos um prato suculento e abundante.
Site Revisitando Timor Leste, Lisboa
A descrição do
que se via e vivia em Dili logo após a ação
destruidora das milícias em setembro de 1999 é muito
bem feita, e nos transporta para um mundo ao qual estamos muito
pouco acostumados, embora pareça se reproduzir na Terra semanalmente.
Não consigo mais assistir às notícias da TV
sobre o Oriente Médio, por exemplo, sem que me venham as
imagens do Timor retratado nos primeiros capítulos de Rosely.
Daniel Schroeter, leitor
Pautada por simplicidade e
clareza, a obra é rica em histórias trágicas
e emocionantes. A trajetória de um casal, cujas famílias
refletiam a polarização independência versus
integração à Indonésia, que tanto atormentou
a sociedade timorense, contém tintas de romance no melhor
estilo “Romeu e Julieta”. Ainda bem que, no livro, o
caso tem final feliz. Detalhes do tempo colonial, em que a capital,
Dili, “dançava ao som da Jovem Guarda e imitava Wanderléia”,
despertam um sentimento de nostalgia naqueles que viveram os anos
60 do século passado. Ela também encerra um repertório
de ensinamentos.
Braço Forte, mão amiga - Noticiário
do Exército
Ler Queimado, queimado, mas
agora nosso!, da competente e premiada Rosely Forganes, é
chegar mesmo a Timor Leste e visitar-lhe as dores e conhecer-lhe
sua gente. Apesar das mais de 500 páginas, li a obra num
dia. Sim... e fui chorando, rindo, me emocionando, relembrando de
lugares, revendo imagens amigas. Foi assim que voltei a Timor Leste
(tinha estado lá em 2001, por duas vezes)... pelas palavras
sensíveis de Rosely Forganes, no seu relato verdadeiro e
necessário. Parabéns e, claro, obrigada.
Dra. Regina Lemo Pires de Brito, Universidade
Mackenzie
Desde o momento em que comecei
a ler seu livro minha vida mudou, sou capaz de enxergar muitas coisas
de forma diferente, como dizem "Dormimos uma pessoa e acordamos
outra, sempre modificados conforme as influencias do dia a dia".
Rosely além de ser uma heroína brasileira noTimor,
lutando para entrar em território restrito, depois para sobreviver
e- acredito eu- algumas vezes lutando com seu íntimo mais
profundo na artimanha de sorrir, você conseguiu transcrever
de forma incrível a realidade que viveu em seu livro, por
muitas vezes é dificil conter as lágrimas (e olha
que sou um marmanjo
de 24 anos)...
André Ribeiro, estudante, São
Paulo
O seu livro tem sido muito
emocionante e interessante, há momentos de lágrimas
e de risos (o telefone cor-de-rosa) e para facilitar a leitura não
há o rebuscamento da escrita, é uma escrita limpa,
direta e envolvente. Parabéns pelo livro, mas o agradecimento
maior é pela sua coragem. Maria
Elsa, leitora
Estou me emocionando/deleitando
muito com a leitura do livro. Estou terminando a primeira parte
(99). Está sendo muito interessante "cotejar" as
imagens que formei durante as suas reportagens pela Eldorado com
as imagens que formo agora com a leitura. Admiro a sua capacidade
de através de histórias plenas de emoção,
muitas pessoais, descrever o nascimento de uma nação,
a luta de um povo. É a história viva!!
Ivan, leitor
Os relatos, contudo, não
são de terror. Fiquei impressionado com a capacidade de Rosely
em comunicar indignação, revolta e imagens de destruição
sempre de uma maneira incrivelmente positiva. Terminamos a leitura
dos capítulos sempre com a sensação de que,
quer queiramos quer não, "la vita è bella".
Esta sensibilidade, confesso, nunca havia visto em um jornalista.
Daniel, leitor
Depois dessa viagem-leitura
também tenho as narinas impregnadas pelo cheiro de queimado.
Existem, também, em minha mente, as imagens contundentes
do horror, da tragédia e da covardia. Mas, volto da viagem
com a mala pejada de esperança, sabedor de que há
gente como você e como tantos outros - brasileiros ou não
- que se incomodam, se preocupam e se arriscam para denunciar e,
principalmente, para ajudar. Volto consciente, sobretudo, de que
para cada Timor há, e continuará havendo, a contrapartida
de um grande país formado por cidadãos do mundo, como
você, cuja verdadeira vida transcende as fronteiras, vence
a burocracia, ultrapassa as dificuldades - e vence.
Carino, UERJ
O livro é fantástico
e muito bem escrito. Recomendo a todos que pretendem entender um
pouco sobre o Timor leste, país que do outro lado do mundo
fala português como nós. As páginas deste livro
nos aproximam do Timor Leste, de seu povo e das pessoas que hoje
estão fazendo a história do novo. A autora conta,
com simplicidade e clareza, uma história ao mesmo tempo emocinante
e trágica, mostrando o que realmente aconteceu no Timor.
Afinal, ela estava lá no momento certo, acompanhou de perto
o renascimento desse país - em sua primeira viagem, em 1999,
desembarcou num cenário marcado pela mais completa devastação.
Edu Maubere
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