Voltar Para Página Inicial...
 :. Ações e Projetos
 :. Brasil no Timor
 :. Chrys Crhystello
 :. Créditos
 :. Crocodilos em Rede
 :. Cultura e Sociedade
 :. Destaque
 :. Endereços Úteis
 :. Filme
 :. Fotos
 :. Língua Portuguesa
 :. Livros
 :. Nossa Lista
 :. Olhar de Crocodilo
 :. Poemas de Crocodilo
 :. Reportagens
 :. Solidariedade
 :. Vivência Crocodilo

   

Economia

Dados básicos

PIB: US$ 344 milhões de dólares ( projeção para 2003)
Renda per capita: 478 dólares/ano (estimada para 2001)
Principais produtos agrícolas: café, milho, arroz, mandioca e batata-doce.
Desemprego: aberto é superior a 45% da população acima de 15 anos. Cerca de 41% da população está abaixo da linha de pobreza (renda de US$ 0.55 por dia).

Condições gerais da economia

Pouco antes de 20 de maio de 2002, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) publicou o seu esperado Relatório sobre o Desenvolvimento Humano de Timor-Leste. O documento demonstrou que Timor-Leste é o país mais pobre da Ásia. O Índice de Desenvolvimento Humano aplicável a Timor-Leste em 1999 era de 0,395, numa escala que vai de zero a um. Este número dá-lhe o título de país mais pobre da Ásia e colocava-o ao lado de Ruanda, no 152º lugar entre os 162 países para os quais se calcula o IDH. Para que se compreenda melhor o grau de subdesenvolvimento de Timor-Leste, basta lembrar que, se o IDH de Timor-Leste era de 0,395, o do Brasil, em 1999, era 0,750 (69º lugar no mundo). Para 2001, o IDH de Timor-Leste foi calculado em 0,421, sem que o país perdesse o título de mais pobre da região.

No tocante ao IPH, o Índice de Pobreza Humana, no caso de Timor-Leste ele é de 41.1, numa escala de 100 a 0, onde o Brasil figura com 12.9. Também pelo IPH Timor-Leste é a nação mais pobre da Ásia. De fato, os indicadores sociais do país são escandalosos:

57% da população são analfabetos;
a expectativa geral de vida é de 57 anos;
o índice de mortalidade infantil é de 8% dos nascimentos vivos.

Menos da metade da população têm acesso a água potável, o que facilita a difusão de doenças. É alto o risco de contrair malária e dengue, inclusive em sua versão mais grave, a hemorrágica, que pode ser fatal, além da encefalite japonesa e das hepatites A e B. (Vide seção 14, adiante). A maior parte dos casos de malária e dengue é encontrada em Díli e no extremo leste do país. Em todo o país, há apenas um hospital, precariamente equipado, que se localiza em Díli.

As últimas estatísticas macroeconômicas disponíveis de Timor-Leste referem-se a 1998, quando o PIB foi de 390 milhões de dólares. De acordo com estimativas das agências da ONU, o PIB timorense em 2001 ainda não havia atingido o nível de 1998. A renda per capita, calculada pelo critério PPP (purchasing power parity), é atualmente de 478 dólares norte-americanos anuais.

A economia, porém, deu mostras de recuperação desde o final de 1999. O comércio está crescendo, estimulado pela presença da comunidade internacional e pelos militares a serviço da ONU. Por uma das primeiras decisões tomadas pela UNTAET, o dólar norte-americano foi, provisoriamente, adotado como moeda oficial do país, até que os timorenses resolvam definitivamente se haverão de ter ou não moeda própria

A economia timorense é estruturalmente deficitária no comércio exterior. Em 2001, Timor-Leste importou 260 milhões de dólares e exportou apenas 6 milhões de dólares. Este desequilíbrio somente é possível graças aos ingressos de moeda norte-americana resultantes da presença de funcionários internacionais e da atuação dos grandes doadores, sejam eles países como Japão, Austrália e Portugal, ou organismos internacionais, como o Banco Mundial e o Banco Asiático de Desenvolvimento. O orçamento anual da UNTAET no ano fiscal 2000-2001 foi de 560 milhões de dólares. Na Conferência de Tóquio de dezembro de 1999, países doadores comprometeram-se a dar contribuição a Timor-Leste da ordem de 523 milhões de dólares. Entre 1999 e 2001, o Japão contribuiu com 81,6 milhões de dólares de ajuda não-emergencial, Portugal com 79,8 milhões de dólares, a Comissão Européia com 65,6 milhões de dólares, a Austrália com 45 milhões de dólares, os Estados Unidos da América com 43,6 milhões de dólares e o Reino Unido com 15,8 milhões de dólares.

No quadro do comércio exterior timorense, a Austrália é o maior exportador, com uma fatia de 48% do total em 2001, seguido da Indonésia e de Cingapura. Entre os países que importam de Timor-Leste, o mais expressivo é a Indonésia, com 21 % do total, seguida dos Estados Unidos da América e da Austrália. Os comentaristas econômicos acreditam que a Indonésia deslocará progressivamente a Austrália da posição que ocupa como maior exportadora, porque as exportações australianas deveram-se muito à presença e a atuação da UNTAET, que deixou de existir em 20 de maio de 2002, sendo substituída pela UNMISET, missão de muito menor porte. Em condições normais, a existência de uma fronteira terrestre entre os dois países e a fragilidade da moeda indonésia diante do dólar norte-americano e, portanto, os preços mais competitivos dos produtos indonésios devem fazer com que a médio e longo prazo os importadores timorenses orientem suas compras para a Indonésia, recorrendo à Austrália apenas para bens de maior sofisticação.
Timor-Leste importa tudo: alimentos, materiais de construção, eletrônicos e vestuário, mas seu produto mais relevante de exportação, o café, é responsável por mais de 48% da receita das vendas ao exterior. As perspectivas de que Timor-Leste possa diversificar e aumentar suas exportações são extremamente baixas, pois o país praticamente não possui indústrias, nem gera serviços exportáveis. A grande esperança reside, portanto, no petróleo e no gás, cujas receitas devem começar a entrar nos cofres de Timor-Leste com maior vigor a partir de 2005/2006.

Voltar para índice

 

 
 

 Mais informações


Queimado Queimado,
mas Agora Nosso!

ROSELY FORGANES
Ler Críticas


Filme
Timor Leste
O massacre que o mundo não viu
Todos os direitos reservados
Melhor visualização: 800x600 - Internet Explorer 5.0 (acima)
webmaster@timorcrocodilovoador.com.br