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Díli, a capital

A cidade de Díli, com atualmente cerca de 145 mil habitantes, espalha-se ao longo de uma larga enseada de águas mansas, protegida por uma barreira de corais, avançando com suas ruas de casas térreas e prédios baixos pelo interior, até alcançar os bairros mais populares, na base das montanhas que a cercam. A cidade ainda mantém vestígios da colonização portuguesa em sua arquitetura. O eixo viário principal corre ao longo do mar, no sentido leste-oeste. A leste, ao final da enseada, figura uma imagem do Cristo-Rei, inaugurada ao tempo da ocupação indonésia. Próximo ao centro está o modesto porto, ao qual se seguem os bairros residenciais do oeste, estendendo-se até o terminal petrolífero da empresa estatal indonésia Pertamina.

Noventa por cento dos imóveis de Díli foram destruídos na onda de violência que se seguiu ao plebiscito de 30 de agosto de 1999. Há ainda construções danificadas, mas boa parte já foi reconstruída. O fornecimento de luz elétrica está regularizado, mas podem ocorrer quedas de voltagem. É ainda irregular o suprimento de água. A coleta pública de lixo foi restaurada, da mesma forma que a varredura das ruas principais. O comércio ainda não se recobrou inteiramente dos danos de 1999, mas novas lojas abrem-se a todo momento. Há dois supermercados (“Lita” e “ Landmark”), razoavelmente surtidos, e armazéns menores. Algumas lojas vendem eletrodomésticos (“Leader” e “Harvey Norman”).

O tráfego é particularmente lento e começa a adensar-se, embora os sinais luminosos ainda não tenham sido restabelecidos, nem substituídas as numerosas lâmpadas queimadas dos postes de iluminação pública. Apenas algumas ruas de Díli possuem nomes, mas os imóveis não têm numeração, motivo pelo qual não pode haver entrega residencial de correspondência. Há boas praias a alguns quilômetros do centro de Díli, a leste e a oeste, que podem ser alcançadas em 15 minutos de automóvel. A mais popular é a da Areia Branca.

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