Voltar Para Página Inicial...
 :. Ações e Projetos
 :. Brasil no Timor
 :. Chrys Crhystello
 :. Créditos
 :. Crocodilos em Rede
 :. Cultura e Sociedade
 :. Destaque
 :. Endereços Úteis
 :. Filme
 :. Fotos
 :. Língua Portuguesa
 :. Livros
 :. Nossa Lista
 :. Olhar de Crocodilo
 :. Poemas de Crocodilo
 :. Reportagens
 :. Solidariedade
 :. Vivência Crocodilo
 :. Vídeos

   

Presidente timorense passará por terceira cirurgia na Austrália

da Folha Online

O presidente de Timor Leste, José Ramos-Horta, ferido a tiros em um atentado nessa segunda-feira, deve passar por uma nova cirurgia nas próximas 24 horas para retirar fragmentos de uma das balas que ficaram alojadas em seu pulmão direito.

Ele permanece em estado grave no Hospital Real de Darwin, na Austrália. Ramos-Horta ficará em coma induzido até quinta-feira (14) e na UTI até domingo (17).

Segundo os médicos responsáveis pelo atendimento, o prêmio Nobel da Paz de 1996 já foi submetido a duas operações para retirar estilhaços de uma das duas ou três balas que estavam alojados no peito e na omoplata.

Para Len Notaras, chefe da equipe médica do hospital, Ramos-Horta "segue em estado extremamente grave". Os médicos, porém, esperam que ele tenha recuperação completa.

Ramos-Horta foi operado em caráter de urgência em uma clínica da Força Internacional de Estabilização (ISF) antes de ser transferido em um avião da CareFlight para um hospital de Darwin, a maior cidade australiana nas proximidades de Timor Leste.

Notaris declarou também que não está claro se o presidente recebeu dois ou três disparos.

Ramos-Horta perdeu muito sangue e precisou de muitas transfusões, mas os primeiros socorros prestados por médicos australianos em uma base militar em Dili foram fundamentais para que ele esteja vivo.

Atentado

Ramos-Horta, 58, sofreu um atentado em sua casa na manhã de segunda-feira. O primeiro-ministro, Xanana Gusmão, também foi atacado, mas saiu ileso, quando ia de carro para seu escritório, em Dili.

O ex-comandante do Exército Alfredo Reinado, autor do ataque, foi morto pelos seguranças do presidente. Outro soldado rebelde e um guarda de segurança morreram no mesmo ataque.

Timor Leste, país de cerca de 1 milhão de habitantes onde é falada a língua portuguesa, conseguiu a independência em 2002, após 24 anos de ocupação indonésia (1975-1999) e de 3 anos sob tutela da ONU (1999-2002).

Em 2006, o país passou por uma crise quando 599 militares foram expulsos das Forças Armadas após fazerem denúncias de corrupção e nepotismo no governo. Mais de 10 mil pessoas tiveram de abandonar suas casas e 37 pessoas morreram em combates promovidos pelos ex-militares chefiados por Reinado.

Estado de exceção

O governo timorense declarou estado de exceção durante 48 horas nessa segunda-feira, impondo à população toque de recolher a partir das 20h (9h no horário de Brasília) até o amanhecer. O vice-presidente do Parlamento, Vicente Guterres, que assumiu a posição de chefe de Estado interino de Timor Leste aprovou a medida.

Na tarde dessa segunda-feira, 15 membros do Conselho de Segurança da ONU se reuniram para examinar os ataques a Ramos-Horta e Gusmão e pediram calma à população timorense. O secretário-geral da ONU, o coreano Ban Ki-moon, condenou oficialmente os atentados.

A ONU mantém em alerta máximo sua força policial que atua no Timor Leste.

Além disso, a Força Internacional de Segurança recebeu reforços da Austrália, que enviou mais 120 soldados nessa terça-feira para garantir a segurança no país e ajudar na busca pelos responsáveis pelos ataques.

Brasil, EUA, Portugal e a União Européia também emitiram comunicados oficiais condenando os atentados.

Folha On Line

Página anterior

 
 

 Mais informações


Queimado Queimado,
mas Agora Nosso!

ROSELY FORGANES
Ler Críticas


Filme
Timor Leste
O massacre que o mundo não viu

Compre Diretamente
novo

Todos os direitos reservados
Melhor visualização: 800x600 - Internet Explorer 5.0 (acima)
webmaster@timorcrocodilovoador.com.br