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Ex-premiê timorense condena atentados e responsabiliza a ONU

da Folha Online

O ex-primeiro-ministro do Timor-Leste, Mari Alkatiri, condenou hoje os ataques contra o presidente José Ramos-Horta e o premiê Xanana Gusmão. Ramos-Horta foi baleado no estômago e, depois de operado, segue em situação estável.

Alkatiri responsabilizou a ONU pelos erros na segurança e expressou sua preocupação com a aparente facilidade com o que os pistoleiros puderam entrar nas residências de Ramos Horta e de Gusmão

Ele afirmou estar surpreso com os fatos, dada a recente positiva evolução da estabilidade no país, segundo a agência de notícias australiana AAP.

O secretário-geral da Fretilin (Frente Revolucionária de Timor Leste Independente), que há três semanas previu uma alta da violência no país se Gusmão não renunciasse, teve que deixar seu cargo em meados de 2006 após a crise desencadeada por causa da baixa do Exército de 600 soldados rebeldes.

Os militares, liderados pelo renegado Alfredo Reinado --que morreu na troca de tiros na casa do presidente--, denunciaram corrupção e nepotismo nas Forças Armadas.

Uma revolta dos militares deixou 37 mortos, dezenas de milhares mais foram deslocadas e obrigou o desdobramento de 1.500 soldados de uma força multinacional de paz liderada por Nações Unidas e Austrália.

Nos últimos dias voltou o temor de uma nova crise depois que uma explosão sacudiu na sexta-feira passada a base australiana de Camp Phoenix no centro de Díli, sem causar feridos, e que militares renegados leais a Reinado enfrentaram as forças internacionais.

Um recente relatório da organização International Crisis Group advertia do recrudescimento dos atos violentos se as forças locais, que na semana passada receberam das Nações Unidas o controle da segurança no país, não forem capazes de manter por si sós a paz no Timor Leste.

Folha On Line

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