Voltar Para Página Inicial...
 :. Ações e Projetos
 :. Brasil no Timor
 :. Chrys Crhystello
 :. Créditos
 :. Crocodilos em Rede
 :. Cultura e Sociedade
 :. Destaque
 :. Endereços Úteis
 :. Filme
 :. Fotos
 :. Língua Portuguesa
 :. Livros
 :. Nossa Lista
 :. Olhar de Crocodilo
 :. Poemas de Crocodilo
 :. Reportagens
 :. Solidariedade
 :. Vivência Crocodilo

   

CAMPANHA ELEITORAL SEM VIOLÊCIA, MAS AGRESSIVA

Ouça o boletim Ouça o boletim

A campanha eleitoral para o segundo turno das eleições presidenciais no Timor Leste decorreu sem violência, mas com uma grande agressividade verbal e troca de acusações. Embora o candidato da Fretilin, partido que ficou cinco anos poder, Lu Olo, tenha vencido o primeiro turno com 27% dos votos, contra 21% de Ramos Horta, o Prêmio Nobel da Paz é o grande favorito.

Dos seis candidatos que não passaram para o segundo turno, apenas um, Manuel Tilman, apóia Lu Olo. Todos os outros se aliaram a Ramos Horta, inclusive o terceiro colocado, Fernando Lesama de Araújo, do Partido Democrático, uma das lideranças em ascensão no país.

Ramos Horta se apresentou como o candidato dos pobres e da reconciliação, dizendo que nada foi feito pelos mais pobres durante todo o governo da Fretilin. Ele conta também com o apoio de Xanana Gusmão e da Igreja, provavelmente a mais importante força política do Timor e já convidou o papa para visitar o país e selar a reconciliação entre os timorenses.

Lu Olo fez uma campanha de agressiva, de quem não tem nada a perder. Acusou Ramos Horta de não ter idéias próprias, de não declarar patrimônio, de utilizar as tropas estrangeiras atualmente no país em seu favor e de ser pior que Suharto. Suharto é o general que foi ditador da Indonésia desde 1965 e comandou a invasão e ocupação do Timor.

Mari Alkatiri, líder da Fretilin, chegou a dizer que com Ramos Horta na presidência, o Timor caminhava para um período de atraso e miséria. Lu Olo também acusou Ramos Horta de comprar votos no primeiro turno e garantiu que tinha um vídeo como prova e ia apresentar publicamente. Ele acabou nem dando queixa e até agora ninguém viu as famosas imagens.

Ramos Horta respondeu que ia acabar com o reinado de corrupção e nepotismo que um pequeno grupo que se apropriou da Fretilin- partido do qual ele foi um dos fundadores- e finalmente dar início a um período de prosperidade para o Timor. Segundo ele, a Fretilin, que teria criado e armado milícias privadas é responsável pela onda de violência que dura há um ano e levou o país à beira da guerra civil, com mais de 2.000 casas queimadas e 150 mil refugiados no próprio país.

A campanha foi mais baseada no que os próprios candidatos chamaram de “porta a porta”, reuniões de pequenos grupos, do que em grandes comícios, por razões de segurança.

Agora, a grande questão é o comparecimento às urnas. Os timorenses, que até hoje foram um dos povos que mais demonstrou civismo no mundo, com uma participação beirando os 90% num país onde o voto não é obrigatório.
Mas no primeiro turno, cerca de um terço dos eleitores deixou de votar, sem que se saiba exatamente porque.

ROSELY FORGANES,
Especial para RÁDIO METODISTA ON LINE

Página anterior

 
 

 Mais informações


Queimado Queimado,
mas Agora Nosso!

ROSELY FORGANES
Ler Críticas


Filme
Timor Leste
O massacre que o mundo não viu

Compre Diretamente
novo

Todos os direitos reservados
Melhor visualização: 800x600 - Internet Explorer 5.0 (acima)
webmaster@timorcrocodilovoador.com.br