| RESULTADOS AINDA PROVISÓRIOS, LU OLO E RAMOS HORTA NO SEGUNDO TURNO
Ouça o boletim
A Comissão Eleitoral que organiza as eleições presidenciais do Timor Leste anunciou os resultados ainda provisórios. Passam para o segundo turno Lu Olo, candidato da FRETILIN e presidente do Parlamento, com 28% dos votos e o Primeiro Ministro Ramos Horta, com 22%. O terceiro, Fernando Lesama de Araújo, do Partido Democrático, fica com com 19%. Uma diferença de apenas 10 mil votos.
A partir do anúncio, os candidatos devem entrar oficialmente com os recursos , que já somam 141, acusando irregulades e fraudes em todo o país. O resultado só será oficial no dia 20 de abril. O segundo turno está marcado para 9 de maio.
Mesmo com o país atravessando a mais série crise desde a libertação da ocupação indonésia em 1999, marcada por violências que duram há um ano e chegaram a deixar 150 mil “refugiados” no próprio país, as eleições transcorreram na mais perfeita calma. O povo timorense não aceitou nenhuma provocação e votou pacíficamente e em ordem.
O que veio manchar essas eleições foram as centenas de acusações de fraudes, intimidações de eleitores, sumiço de urnas e, até como o primeiro Ministro Ramos Horta exige que seja investigada, a presença de elementos estranhos nos locais de votação, fechamento, estocagem, no transporte das urnas e na contagem. Passes dando livre acesso a todas as áreas, mesmo as mais restritas, teriam sido distribuídos a elementos do governo, sem identidade nem foto.
O candidato que ficou em terceiro ugar, Fernando Lesama de Araújo, num certo momento em primeiro na contagem e que vai ficar fora do segundo turno vai recorrer e pedir a anulação do voto.
Mesmo com todos esses problemas e a tensão provocada pelas denúncias graves feitas por todos os candidayos, a população timorense acatou pacificamente os resultados.
Seja qual for o julgamento dos recursos e queixas apresentados, o que se espera é que essas irregularidades e erros técnicos, alguns absurdos admitidos pela própria Comissão Eleitoral, não se repitam no segundo turno.
Sob pena que segundo presidente eleito no Timor, que vai suceder a Xanana Gusmão, não tenha a legimitidade necessária para o cargo. Que só pode ser garantida em eleições livres, limpas e transparentes.
ROSELY FORGANES,
Especial para RÁDIO METODISTA ON LINE
|