:. Ações e Projetos
 :. Brasil no Timor
 :. Chrys Crhystello
 :. Créditos
 :. Crocodilos em Rede
 :. Cultura e Sociedade
 :. Destaque
 :. Endereços Úteis
 :. Filme
 :. Fotos
 :. Língua Portuguesa
 :. Livros
 :. Nossa Lista
 :. Olhar de Crocodilo
 :. Poemas de Crocodilo
 :. Reportagens
 :. Solidariedade
 :. Vivência Crocodilo
 :. Vídeos

   

Esculturas em Madeira

Noutros tempos, a arte de talhar esculturas em madeira estendia-se praticamente a todo o território de Timor. Os objectivos e a motivação artística eram essencialmente religiosos. Para o timorense, o recurso à imaginária era a concretização da sua espiritualidade animista, omnipresente em todos os actos da sua vida. Os membros das comunidades locais necessitavam de estar em contacto com os seus antepassados e mitos, evocando-os, pelo que recorriam à figuração humana e animalista para melhor ter acesso a eles e à sua subsequente protecção.

Com a aculturação cristã e parcial abandono de ancestrais práticas religiosas, os cânones e modelos escultóricos alteraram-se: Crucifixos, Virgens e representação de “santos” começam a sair das mãos dos artífices.

O mesmo aconteceu com a chegada de influências laicas estranhas, que possibilitaram o aparecimento de novas formas profanas de estatuária, numa clara intenção dos mestres artesãos irem ao encontro de um potencial mercado: figuras humanas em poses do quotidiano, para além de objectos que entraram no uso diário sob a forma de animais, como cinzeiros e outras peças.

Hoje, é possível encontrar pelas ruas de Díli, vendedores carregados dos mais variados objectos esculpidos, havendo também locais onde se concentram em exposição muitas estatuetas vindas principalmente da Ilha de Ataúro. Ali, a indústria escultórica foi mais florescente, mercê do carácter arreigado dos ataúros aos cultos animistas que ainda subsistem e persistem, possivelmente fruto de uma menor influência da igreja católica. Actualmente, cerca de quinze pessoas de diversas famílias, constituindo pequenas oficinas domésticas, enviam regularmente lotes de peças para comercializar em Díli, onde os malais (forasteiros) são os clientes-alvo. Contudo, raramente são agora esculpidas cópias dos seus lulik, constituídos essencialmente por figuras de casais atados por corda, denominados localmente por Itaras, representando os seus antepassados. Máscaras humanas de feições mais suaves, representações de figuras cristãs ou cenas da sociedade actual, tomaram-lhes o lugar.

Os materiais tradicionalmente usados para esculpir são as madeiras que melhor se prestam a trabalhar, inclusive pelo seu baixo grau de dureza e homogeneidade do lenho, nomeadamente o mogno de Timor/ ai seria/cedrela toona, o ai hanec/ alstonia scholaris (L.), ou mesmo ai nitas/ sterculia foetida L. Entretanto, o artista apercebeu-se que a beleza da própria madeira pode também ajudar muito ao trabalho final. E assim, possibilitado também pelo uso de novas e mais apuradas ferramentas, trabalha agora madeiras mais duras e mais nobres, como o sândalo / ai cameli/ santalum alba L e o pau-rosa/ ai ná/ pterocarpus indicus wild).


Rui Fonseca

Página anterior

 
 

 Mais informações


Queimado Queimado,
mas Agora Nosso!

ROSELY FORGANES
Ler Críticas


Filme
Timor Leste
O massacre que o mundo não viu

Compre Diretamente
novo

Todos os direitos reservados
Melhor visualização: 800x600 - Internet Explorer 5.0 (acima)
webmaster@timorcrocodilovoador.com.br